Desde a descoberta do túmulo do Apóstolo Santiago, em Compostela, no século IX, o Caminho de Santiago se transforma na rota de peregrinação mais importante da Europa medieval.
A passagem dos inúmeros peregrinos que, motivados pela sua fé, se dirigiam a Compostela vindo de todos os países europeus, serviu como ponto de partida de todo desenvolvimento artístico, social e econômico, deixando no caminho sua marca ao longo do traçado, mas o caminho não é somente um resquício arqueológico de um esplêndido do passado histórico, mas é um caminho vivo, renovado pela passagem dos novos peregrinos, dos viajantes e turistas que revivem a vida em pleno século XXI uma história que é patrimônio comuns a todos os povos da Europa.
A peregrinação à Santiago como um peregrino da maneira tradicional, como viajante ou turista, não é simplesmente fazer um turismo esportivo ou numa rota turística em contato com a natureza. É tudo isso, mas é muito mais, é encontrar-se com as raízes religiosas e históricas da Europa, é renovar um caminho de transformação interior, é caminhar e viajar ao ritmo de outros séculos, é... peregrinar.
Pode-se dizer que Caminho de Santiago é um símbolo. É um caminho de fé, um caminho de arte e cultura, uma trilha ecológica e humana: um encontro com a transcendência, a busca de si mesmo; uma peregrinação a misterioso morrer e renascer. É uma aventura física e espiritual e devemos nos preparar convenientemente de forma adequada.
Para quem não sabe, todos os anos, no dia 25 de julho, comemora-se o martírio de Santiago. As outras datas vinculadas ao apóstolo são os dias 23 de maio (aparição) e 30 de dezembro (traslado). Sempre que o dia 25 de julho cai num domingo, tem-se o chamado “ano santo compostelano”, no qual é aberta a “porta santa” da catedral de Santiago, assim ficando ao longo de todo o ano.